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(...) Tenho um propósito claro: seduzir o comensal, envolvendo-o numa auréola de mistério, luxúria e prazer, em suma... faze-lo feliz!
Com a minha cozinha, comunico emoções, estados de alma, e exalto sabores de memórias gustativas. A surpresa e a rigorosa exigência estética está sempre presente.
É no riquíssimo património culinário português que me inspiro para criar os meus pratos. Amo a minha terra e tenho um orgulho tremendo em ser Português.
Ao povo e à gente simples como eu, vou buscar a essência da minha arte. Não me considero artesão, porque não fabrico em série, segundo métodos tradicionais, e porque infelizmente em Portugal, a cozinha nunca foi tratada como forma de arte... para mim, não é só arte... é também cultura, é também antropologia.
Não sofro influências de culturas adversas, nem faço mesclas com cozinhas de outros países; Na minha carta de comidas, está um sentida homenagem ao povo a que pertenço e me orgulho de pertencer. Estão aqui representados 850 anos de história lusa. Está aqui uma cultura própria, estão aqui raízes, está aqui também toda uma maneira de sentir e de identidade cultural... Mas tudo isto conjugado com contemporaneidade, modernidade e uma certa dose de ousadia e poesia.